“Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos”. O Fluminense tem uma vocação para desafiar e menosprezar os fatos. Desde os títulos impossíveis contra os timaços do Flamengo na década de oitenta, passando pela final de 95 contra outro timaço do Flamengo, chegando até a noite de ontem.

Fossem torcedores de outros times, eles iriam beber, dormir ou ver o jogo de rabo de olho, sabendo que a classificação era impossível. Mas não o Fluminense. Não o time que prova, dia após dia, que a matemática no futebol é tão útil quanto entrar no campo dando três pulinhos com o pé direito. Não o Fluminense, que se especializou, nos últimos tempos, em dobrar estatísticas, em desbundar matemáticos, em envergonhar torcedores de outros clubes que vêem os jogos com a certeza de que o Fluminense não se sagrará vitorioso. Ledo engano.

Todas as estatísticas sobre futebol deveriam trazer um apêndice, marcado por um asterisco, onde ler-se-ia: “Em caso de um dos times ser o Fluminense, revogam-se todas a estatísticas em contrário”. Eu tenho certeza absoluta que ontem todos os torcedores de outros clubes que estavam torcendo contra o Flu, em algum momento pensaram: “Não podia ser um time mais fácil de secar?”. Podia.

Mas, apesar da eterna vocação para empalador de matemáticos, o jogo de ontem não foi fácil. Como nunca é. O Fluminense deu esperança aos matemáticos e aos secadores até o último minuto de dizerem “Não falei que não ia se classificar?”. E ontem, até os 43 minutos do segundo tempo, os matemáticos ainda triunfavam. E os torcedores de outros clubes se vangloriavam de terem antecipado a derrota tricolor. Mas eis que Fred, que não marcava há vários jogos, provou que, para o Fluminense, 1% de chances é mais do que nós precisamos.

E depois de mais uma batalha – ontem, literalmente – o Fluminense calou os críticos, os matemáticos e o técnico rival. Aliás, caro Pedro Troglio, com o Fluminense milagres acontecem sim, duas vezes. Se você fosse matemático, saberia muito bem que não se deve duvidar do maior tricolor do mundo.

Jogadores do Flu fazem o que fizeram de melhor a partida toda: olhar os jogadores do Botafogo.

O desespero era tanto nos corredores do Maracanã depois do jogo que tinha gente até pedindo o Romeu no time. O Botafogo mereceu ganhar? Não, mas a gente menos ainda. O Conca sinceramente eu não sei o que tá acontecendo. Nem entrou em campo. Já o TN entrou pra dar show de estrelismo e prafazer passes horrorosos e cruzamentos que deixariam o G. Nery com vergonha.

Aliás, poucas vezes eu vi um time errar tanto passe. Na defesa, no meio, no ataque, até lateral e escanteio a gente batia errado. E por falar em não acertar um passe sequer, alguém pode me dizer o que faz Fabinho no time do Fluminense? Não marca bem, não passa bem… Detesto dizer isso, mas o Jailton pelo menos compromete menos que ele. E venhamos e convenhamos que Cássio já se mostrou um zagueiro melhor do que o Ed Carlos.

Até hoje eu era contra tirar o Renê, mas é nítido que o esquema dele não está funcionando. Ou que os jogadores tão fazendo corpo-mole. E qualquer que seja a verdade, não adianta dar murro em ponta de faca. O La é um que nitidamente tava passeando em campo. O Roger entrou se achando o Ronaldinho Gaúcho. Renê mexeu mal, muito mal. Deveria ter tirado Fabinho, e não Diguinho. Não deveria ter entrado com LA.

Mas agora não adianta chorar pelo leite derramado. Agora é rezar – muito – pro Celsão conseguir trazer logo o Fred, senão já era. Maso pior de tudo é que que ouvir o Fahel explicar a “tática” dele nas cobranças de escanteio. “Eu fico lá, fingindo que não tô na área, como quem não quer nada”, disse o goleador alvinegro. Durma-se com um barulho desses. Tomamos um gol do Ninja de General Severiano. Tem coisas que só acontecem com o Fluminense…

Olha, o ex 10 do WascO me surpreendeu. O time da Colina abaixo demonstrou bom senso e desistiu de fazer valer a decisão do TRT e de correr o risco de parar o campeonato. O WascO vai se classificar pra semi da Taça Rio mesmo, não tinha porque esse fuzuê todo. E no fim das contas, o WascO deu mole mesmo escalando Jefferson sem o BIRA. Mesmo depois de tudo o que ele falou do Flu e dessa maluquice, Robertão agora demonstrou bom senso. Parabén, Dinamite. O futebol do Rio anda precisando de bom senso. ST.

p.s.: espero que a decisão não tenha tido a ver com a provável exclusão do WascO do campeonato por ter recorrido à Justiça Comum antes de terminadas todas as instâncias da Justiça Desportiva. Ou será que teve, e em vez de bom senso foi quem tem cu tem medo?

Como todos achávamos, o Fluminense não tinha mesmo o que temer. O time do Nacional é bem fraco. Dos destaques do time, José Wilker deveria se chamar Charles Bronson ou Chuck Norris. Só bateu. Aliás, o time inteiro bateu mais que o Junior Baiano em baile funk. Mais nada. Peixinho, com o perdão do trocadilho, nadou, nadou, nadou e morreu na praia. E assim como seu companheiro Rato, era só correria. Aliás, o tal Peixinho fez algo além de correr: foi expulso. Aos 27 Éverton Santos ouviu nossas preces e fez um gol, barrando Roger do time por toda a eternidade.

E como todos nós temíamos: o Fluminense muito  jogou bem no primeiro tempo, mas voltou dormindo e nitidamente querendo segurar o enorme placar de um a zero. Thiago Neves, que foi o melhor em campo no primeiro tempo,  estava muito cansado, mas o Renê preferiu tirar o Conca, que ainda voltava pra ajudar a marcar a correria do Peixinho, pra botar o Leandro Bomfim, que até entrou bem. E aos trinta minutos Peixinho foi expulso. E com um a mais, o que o Renê faz? Tira o Thiago Neves e bota o Marquinho. O Marquinho é rápido, habilidoso, se tivesse enetrado no lugar de um dos volantes teria surtido mais efeito.

E a tônica do segundo tempo foi essa: Rato numa correria danada pra lá e pra cá e o Fluminense cadenciando a bola, segurando, tocando de lado, como se estivesse cinco a zero. Leandro, Leandro Bomfim e Marquinho ainda tentavam alguma coisa, mas não conseguiram fugir da marcação do Nacional. Tivesse o Renê deixado o Leandro e o Marquinho jogarem mais abertos, poderíamos ter evitado o jogo no Rio. Vamos esperar o dia em que não veremos o Fluminense entrar no segundo tempo com sono. Ah, e ainda teve um gol deles anulado por impedimento, mas não tava. Tava na mesma linha.

Dois pontos positivos disso tudo: o Roger pelo visto não volta pro time titular tão cedo, e o Thiago Neves tá pegando ritmo de jogo. Se for assim contra o Chorafogo vai ser brabo.  Que venha o Fred! Leandro Amaral que me desculpe, mas vou sonhar com Éverton Santos e Fred no ataque. ST.

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A vida é bem mais difícil sem Euricão...

Bom, a razão venceu e o WascO não recuperou os pontos que tinha perdido semana passada. Era simples: o jogador jogou e não estava no BIRA da Federação carioca, não tem pra onde correr. Ponto final. Mas hoje de manhã, o advogado do Time que desceu Colina abaixo já disse que vai pro STJD, e que está disposto a conseguir um efeito suspensivo caso o julgamento não seja feito até sexta feira, para paralisar o campeonato. Se isso ocorrer, creio que os jornalistas , incluindo o Senhor Renato Mauricio Prado, que defenderam o “resultado no campo”, ficarão muito felizes. Ter o campeonato paralisado por um erro realmente cometido pelo WascO. Deve ser isso que eles querem.

Porém, a turma que anda com peninha do time que não cansa de rolar Colina abaixo ainda vai ter muito com o que se preocupar: o relator do processo, Sérgio Saraiva, vice do Pleno do TJD-RJ, disse que vai sugerir que o WascO seja também denunciado no artigo 231 do CBJD, Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que questiona a procura da Justiça Comum antes de acabadas as instâncias da Justiça Desportiva.  A pena, camaradas? Pé na bunda do campeonato.

O WascO escalou o Jefferson sem estar no BIRA? Sim. O WascO recorreu a Justiça comum antes de recorrer à Justiça Desportiva? Sim. Contra fatos não há argumentos. Se a justiça prevalecer, o WascO deve sim ser penalizado. Então por que a imprensa não cobra que a lei seja cumprida? Por que a imprensa não dá chiliquinhos e discursinhos pela moralidade no futebol carioca? Ou será que depois da saída do Euvírus o WascO agora vai tomar o lugar do Botafogo e passar a ser o coitadinho do Rio? Espero que não. A justiça é pra todo mundo, menos os times do Euvírus. Mas agora que o bonachão foi defenestrado de lá, o WascO vai aprender a se submeter a justiça. Como todo mundo.

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Fluminense x Nacional PB

O jogo contra o Nacional da Paraíba, amanhã, apesar de ser o primeiro jogo da Copa do Brasil e um jogo aparentemente fácil, pode ser um divisor de águas. Uma vitória convincente e a conquista antecipada da vaga sem a necessidade do segundo jogo servirão não só como motivador pras semi-finais, contra os Fra ou contra a Quinta Força do Rio, como também vai nos dar um descanso antes das finais.

O time do Nacional, que tem a melhor campanha no primeiro turno do campeonato paraibano, é bem armadinho, joga fechado, na correria, mas terá dois desfalques importantes no jogo de amanhã: a dupla de ataque titular está contundida, e dificilmente entrará em campo contra o Flu. Mas dois jogadores podem ser perigosos nesses esquema de contra-ataque: o lateral direito José Wilker e o meia Jean Alisson, que são jogadores muito rápidos e leves. Leandro tem que ficar de olho aberto nos avanços do xará do ator global. A defesa deles não é lás essas coisas e os laterais não marcam rigorosamente nada.

Se o Fluminense não se apequenar e atacar o Nacional sempre com os dois meias, dois atacantes e os laterais chegando pra apoiar, não creio que tenhamos grandes dificuldades. Se o Wilker der trabalho ao Leandro, ele fica um pouco atrás e o Romeu chega mais na frente pela esquerda. É isso, galera. Vamos que vamos trazer a vaga e esperar o adversário da semi-final. ST.

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Para os que não são publicitários ficarem por dentro, a Unimed rompeu com a F/Nazca, que era a agência que a atendia anteriormente e que foi quem criou o conceito “o melhor plano de saúde é viver, o segundo melhor é Unimed”.

E segundo o site VoxNews, o rompimento feito em comum acordo com a agência se deve ao fato de que esse ano a empresa vai concentrar os esforços no Fluminense, e a verba destinada para o marketing esportivo no ano que entra é de 35 milhões de reais.

Com um parceiro forte e disposto a investir no clube como a Unimed tem sido, cabe à diretoria fazer a parte que lhe cabe para que o Fluminense seja o clube de vanguarda que sempre foi, e volte a honrar tudo o que já representou.

Veja a notícia completa aqui.

Minha primeira lembrança como pessoa, é também minha primeira lembrança de contato com o Flu. Eu tinha quatro anos. Todos os fins de semana íamos para a casa da minha avó materna, eu e meu irmão. E aos domingos meu pai ia nos buscar. Na volta pra casa, sempre pedíamos para dar uma “voltinha”, que consistia em ir até um bairro a beira mar que fica há no máximo dez quilômetros da nossa casa. Para uma criança, era a glória. Fomos dar a tal voltinha neste dia.
No caminho, eu percebi uma movimentação diferente, como se fosse uma comemoração. Ao passarmos pela beira da praia, o flerte começou: hoje sei que naquele dia o Fluminense tinha se sagrado campeão brasileiro em cima do Vasco. Eram centenas de pessoas, vestidas com camisas coloridas e bandeiras, comemorando, com uma nuvem branca que fazia um efeito muito bonito. Meu pai era Tricolor, mas, digamos, não-praticante. Ao chegar em casa vi o gol na televisão, ainda sem entender muito o que acontecia. Mas a torcida no maracanã é algo que nunca mais vou me esquecer.
Alguns meses depois comprei, pela primeira vez, o álbum do Campeonato Brasileiro. E isso decretou a paixão. Eu tinha cinco times do Fluminense, e não colecionava mais o resto. Eu tinha jogadores do Fluminense colados nos cadernos, na estante, na mochila, onde tivesse um espacinho eu colava lá um Washington, um Assis, um Branco ou um Paulo Vitor.
Porque é assim que nasce um tricolor. O Fluminense nos escolhe, e o destino marca o encontro. Somos felizardos. E é uma seleção criteriosa. Por isso não somos a maior torcida. Mas somos a mais bem selecionada, não há dúvidas. Os homens mais inteligentes, mas mulheres mais bonitas, o Estádio mais charmoso… Nada é por acaso. Ser Tricolor não é acaso. Nós Tricolores somos privilegiados d´Ele nos ter escolhido. Ele, no caso, é o Flu. Infelizes os outros torcedores, que não sabem que foram relegados pelo Flu. Bem vindos, Tricolores, a esse humilde site. Falarei aqui sobre o Fluminense, sobre o clube, o time, os jogadores, os outros times, os jogos, enfim, falarei sobre o Flu. Sintam-se em casa. Saudações Tricolores.

Jornalistas querem que tudo termine em pizza

Jornalistas defendem a pizza no futebol

Engraçado. Ontem eu tava vendo o Troca de Passes no SporTV, se não me engano. E percebi uma coisa, no mínimo, curiosa. Os jornalistas esportivos vivem falando de moralização no futebol, que são a favor de punição nos tribunais pros jogadores que forem flagrados pelas câmeras agredindo alguém etc. E ontem, quase todos os presentes no programa, incluindo – como não poderia deixar de ser – Renato Maurício Prado, defendiam que deveria prevalecer, segundo eles, “o que aconteceu no campo”, no caso do Wasc0, e que debocharam do fato do Fluminense ter enviado um advogado ao julgamento.

Ué?! Mas a lei não deveria prevalecer? Eles não vivem falando que o Tribunal deveria ser mais rigoroso em relação aos atrasos, expulsões etc? Mas escalar jogador irregular não tem problema? Vindo do RMP, que quase teve um infarto defendendo que não foi pênalti no Fernando Henrique, eu já esperava isso, mas dos outros não. Lei é lei. Escalou irregular, arque com as consequências. Se for assim, todo mundo vai escalar jogador irregular e levar jornalistas pro tribunal pra defender o “resultado no campo”. Como se diz na minha terra, pimenta nos olhos dos outros é refresco.

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